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sábado, 26 de maio de 2012

Mandamentos das mulheres celtas


                                   Mandamentos das mulheres celtas 

As mulheres de origem celta eram criadas tão livremente como os homens. A elas era dado o direito de escolherem seus parceiros e nunca poderiam ser forçadas a uma relação que não queriam.

Eram ensinadas a trabalhar para que pudessem garantir seu sustento, bem como eram excelentes amantes, donas de casa e mães. 

Assim aprendiam:"Ama teu homem e o segue, mas somente se ambos representarem um para o outro o que a Deusa Mãe ensinou: amor, companheirismo e amizade. Jamais permita que algum homem a escravize. 


Você nasceu livre para amar, e não para ser escrava.

Jamais permita que o seu coração sofra em nome do amor. Amar é um ato de felicidade, por que sofrer?


Jamais permita que seus olhos derramem lágrimas por alguém que nunca fará você sorrir.

Jamais permita que o uso de seu próprio corpo seja cerceado. Saiba que o corpo é a moradia do espírito, por que mantê-lo aprisionado?



Jamais permita que o seu nome seja pronunciado em vão por um homem cujo nome você sequer sabe.

Jamais permita que o seu tempo seja desperdiçado com alguém que nunca terá tempo para você.

Jamais permita ouvir gritos em seus ouvidos. O Amor é o único que pode falar mais alto.

Jamais permita que paixões desenfreadas transformem você de um mundo real para outro que nunca existiu.

Jamais permita que outros sonhos se misturem aos seus, fazendo-os virar um grande pesadelo. 

Jamais acredite que alguém possa voltar quando nunca esteve presente.

Jamais permita que seu útero gere um filho que nunca terá um pai.

Jamais permita viver na dependência de um homem como se você tivesse nascido inválida.

Jamais se ponha linda e maravilhosa a fim de esperar por um homem que não tenha olhos para admirá-la.

Jamais permita que seus pés caminhem em direção a um homem que só vive fugindo de você.

Jamais permita que a dor, a tristeza, a solidão, o ódio,  , o ciúme, o remorso e tudo aquilo que possa tirar o brilho dos seus olhos a dominem, fazendo arrefecer a força que existe em você.

E, sobretudo, jamais permita que você mesma perca a dignidade ser mulher.

A sexualidade das mulheres celtas


A beleza das mulheres celtas foi decantada pelos autores clássicos.
Seu ar imponente, suas vestes e adereços deveriam fazer delas uma visão sem dúvida formidável aos olhos de gregos e romanos.


Orgulhosas, elas usavam jóias em ouro, contas e pedras preciosas, e a igualdade de direitos lhes dava ainda mais força. 

A sexualidade não era algo de que os celtas se envergonhassem, pelo contrário: nas palavras de Diodorus Siculus, "elas geralmente cedem sua virgindade a outros e isto não é visto como uma desgraça: pelo contrário, elas se sentem ofendidas quando seus favores são recusados". 

Jean Markale em seu livro La Femme Celte. Mythe et Sociologie nos explica que a sexualidade – principalmente a feminina -, era tratada com naturalidade, pois ela é inerente a natureza humana e não podia ser reprimida o que infelizmente, a partir do século V com a chegada do bispo Patrício e do cristianismo passou a receber a conotação pecaminosa, conceito imposto pelo cristianismo. 

Numa sociedade onde a mulher é senhora de seu próprio corpo – ela percebe em si os ciclos da natureza, ela dá à luz homens e mulheres e, sabe que o seu corpo é a fonte de seu prazer como a de seu companheiro. 

Há um grau de liberdade muito grande entre os celtas, já que a mulher pode dispor de seus bens, pode divorciar-se e pode ou não aceitar as concubinas do marido, podendo ela também – 
dependendo de sua riqueza e posição social manter amantes.

Na sociedade Celta, são atribuídas à mulher três funções: ela é a Transformadora, a Iniciadora e a Finalizadora. 

É pela liberdade de poder vivenciar a sua sexualidade que ela pode:
Transformar: a vida, dando à luz e dando prazer a si e ao seu companheiro; 

Iniciar: nas artes divinatórias, nas práticas sexuais e por fim ser a
Finalizadora: a que faz chegar ao prazer e a que conduz ao outro mundo.

A consciência do próprio corpo – o conhecimento profundo de cada parte, de cada ciclo, de cada ponto onde se pode obter prazer – era comum entre as mulheres celtas que quando sentiam desejo por um homem, lhe ofereciam prazerosamente, a "amizade de suas coxas".

Mas toda essa liberdade para amarem e viverem em plenitude a sua sexualidade advém de uma consciência e uma responsabilidade para consigo e para com os outros membros de sua comunidade,o que contrasta com a repressão vivida pelas mulheres ocidentais hoje. 

A circularidade e visibilidade da mulher na sociedade celta eram naturais o que provavelmente chocou os cristãos que trataram de impor os seus conceitos: virgindade indispensável e repressão dos desejos e instintos sexuais femininos. 

Toda essa vivência é definida por Markale que resume e define a mulher celta e a sua sexualidade desta forma: 

"Se a mulher ocidental moderna não é livre, Isolda, Grainné e Deirdré eram mulheres livres. A mulher celta era livre porque agia com plena consciência de suas responsabilidades. E sendo livres eram capazes de amar, pois o amor era um sentimento que escapava a todas as contrariedades e a todas as leis surgidas da razão, sendo livres podiam amar."

Estas eram razões mais que suficientes (entre outras...)para o catolicismo não aceitar a religião celta, pois sendo uma religião descendente do tronco Judaico colocava a mulher como algo inferior, responsabilizando-a pela queda do homem, pela perda do paraíso. Na realidade o lado esotérico da religião hebraica baniu o elemento feminino já desde a própria Trindade. Todas as Trindades das religiões antigas continham um lado feminino, à excepção da hebraica.

A Igreja Católica, derivada do hebraísmo ortodoxo, também mostrou ser uma religião essencialmente machista e como tal lhe era intolerável a admissão de uma Deusa Mãe, mesmo que esta simbolizasse a própria natureza, tanto que para Igreja Católica, “seu” Deus é uma figura masculina.

Mesmo que o Catolicismo assumisse uma posição machista isto não foi ensinado e nem praticado por Jesus. Ele na realidade valorizou bem a mulher e, por sinal, existe um belíssimo evangelho apócrifo denominado "O Evangelho da Mulher". Também nos primeiros séculos do Cristianismo a participação feminina era bem intensa. 

Entre os principais livros do Gnosticismo dos primeiros séculos, conforme consta nos achados arqueológicos da Biblioteca de Nag Hammadi consta o Evangelho de Maria Madalena mostrando que os evangelistas não foram apenas pessoas do sexo masculino.

Sabe-se que o papel de subalternidade do lado feminino dentro do Cristianismo foi oficializado a partir do I Concilio de Nicéia no ano 325. Aquele concílio, entre outras intenções visou o banimento da mulher dos actos litúrgicos da igreja. Ela só podia participar numa condição de subserviência.

Na sociedade celta existiam as sacerdotisas que exerciam um papel mais relevante que a dos sacerdotes e magos. Naturalmente os celtas eram muito apegados à fertilidade, ao crescimento da família e ao aumento da produção dos animais domésticos e dos campos de produção e isto estava ligado directamente ao lado feminino da natureza.

Também a mulher é mais sensitiva do que o homem no que diz respeito às manifestações do sobrenatural, do lado sagrado da vida, portanto é obvio que elas canalizassem mais facilmente a energia nos cerimoniais, que fossem melhores intermediárias nas cerimónias sagradas. 

Sabemos que foi através da Mulher que os povos Celtas se organizaram. Algumas mulheres, sentindo em si mesmas o Espírito dos seus Ancestrais e dos Deuses divulgaram essa Mensagem tornando-se Voluspas. 

Leitora do Oráculo e seu eco místico, a Mulher tornou-se legisladora e, com isso, poderosa: a voz da Voluspa era a voz Divina que vinha do ventre da Terra e ecoava por todo o sistema cósmico.

domingo, 15 de abril de 2012

Ritual de adoração e invocação à Grande Deusa




                  Ritual de adoração e invocação à grande Deusa

O Ritual da Lua Cheia é um forte, que nos coloca em sintonia com a Grande Mãe. Você vai precisar:

- duas velas brancas
- um sino
- vinho
- Uma Taça

Trace o Círculo Mágico. De frente ao seu altar diga:

“ESTA É A ÉPOCA DA LUA CHEIA, UM MOMENTO DE GRANDE PODER POSITIVO, UM MOMENTO DE FELICIDADE E CONQUISTA. SOU EU, SEU FILHO, QUE EM AMOR E ADORAÇÃO, ESTOU DIANTE DE TI E COMO SEU FILHO TI PEÇO QUE ESTEJA COMIGO AGORA E SEMPRE PERMITA-ME SENTIR SUA PRESENÇA, NESTA NOITE DE MAGIA E PODER, ME INVADINDO E ME PREENCHENDO. "

Vá ao leste com o sino. toque-o uma vez e diga:

“PODERES DO AR, AUXILIEM-ME A SENTIR A FORÇA DA SENHORA DENTRO DE MINHA MENTE. "

Vá ao sul. toque-o sino e diga

"PODERES DO FOGO, DEIXE-ME SENTIR A FORÇA DA SENHORA DENTRO DE MEU ESPÍRITO INFINITO. "

Vá ao oeste. toque o sino e diga:

"PODERES DA ÁGUA, DEIXE-ME SENTIR A FORÇA DA SENHORA DENTRO DE MEUS SENTIMENTOS, DE MINHAS EMOÇÕES, DE MINHAS RAZÕES. "

Vá ao norte. Toque o sino e diga:

"PODERES DA TERRA, DEIXE-ME SENTIR A FORÇA DA SENHORA EM MEU CORPO. "

Quando você se sentir pronto, volte-se para o norte, levante os braços para o alto acima da cabeça e diga com força:

"GRANDE MÃE! SENHORA DA LUA E DA LUZ, SEHORA DOS MISTÉRIOS E DA MAGIA, TU, QUE ILUMINAS A TERRA COM TUA INFINITA LUZ TU, E SOMENTE TU, ÉS O COMEÇO O MEIO E O FIM, ABRIGA-ME AGORA EM TEU VENTRE VENHA ATÉ MIM E PREENCHA-ME COM SUA PRESENÇA.”

Após ter dito isto, sente-se no meio do círculo, feche os olhos e concentre-se, centre-se e visualize a Grande Mãe vindo até você. Sinta a presença dela, a ponto de senti-la respirar cada vez mais próximo de você Quando conseguir sentir a respiração dela próximo de você, então você estará pronto para confidenciar-lhe seus desejos, seus medos e tudo aquilo que quiser desabafar. Quando terminar, diga:

"A TI, E SOMENTE A TI, DOU TODA HONRA E TODO MEU AMOR. DEUSA DA VIDA, DA LUZ E DO AMOR A TI DEUSA DE TODOS OS DEUSES... Erga a taça com o vinho e diga: “BRINDO A ALEGRIA DE SER SEU FILHO! "

Desfaça o Círculo Mágico.

sexta-feira, 16 de março de 2012

Caillean



As sacerdotisas dominaram o poder, sabendo sem precisarem de um sinal,o momento certo para exibir os seus espelhos. Então, ainda cantando, as mulheres aproximaram-se uma das outras, viradas para a Lua, até formarem um semicírculo. Caillean, ainda de pé no lado leste do altar, voltou-se para elas. A música transformara-se num suave sussurro.

- Senhora, vinde até nós! Senhora, ficai conosco! Senhora, vinde até nós agora!

Caillean abaixou as mãos.

Doze espelhos de prata refletiram um fogo branco quando as sacerdotisas os curvaram para apanhar a luz do luar. Pálidos círculos lunares dançaram ao longo da relva ao serem virados na direção do altar. Uma luz raiou da superfície prateada da bacia, enviando lampejos brilhantes através dos vultos inertes das sacerdotisas e das pedras eretas. Depois, ao focarem os espelhos, os raios de lua reflectidos uniram-se subitamente à superfície da água contida na bacia (Graal de prata ). Doze pequenos anéis lunares movimentaram-se em conjunto como o mercúrio e tornaram-se um só.

- Senhora, Vós que não tendes nome e, contudo, sois chamada
por muitos nomes - murmurou Caillean. - Vós que não tendes forma e, contudo, possuís muitos rostos; assim como as luas refletidas nos nossos espelhos se transformaram numa unica imagem, que o mesmo aconteça com o Vosso reflexo nos nossos corações. Senhora, nós Vos invocamos! Descei até nós e ficai aqui conosco!

Caillean soltou a respiração num longo suspiro. O sussurro desvaneceu-se até se transformar num silêncio que vibrou de expectativa. A Visão, a atenção, toda a existência estavam centradas na luz intensa no interior da bacia. Ela sentiu a mudança familiar de consciência à medida que o seu transe se aprofundava, como se a sua carne se dissolvesse e nada mais permanecesse, a não ser o sentido da visão.

Fonte: Do livro "A Senhora de Avalon" (Marion Zimmer Bradley)

domingo, 11 de março de 2012

Orgulho de ser Bruxa

                        
                                  Orgulho de ser Bruxa

Que eu seja sempre a feiticeira que celebra os Mistérios escuros da Mãe Negra
Que eu sempre seja uma mulher que não teme o seu fogo interior
E seu poder de transformar o mundo
Que eu sempre saiba que a Grande Mãe da Vida e do Nascimento
Também é a Senhora do Sangue e o duplo da morte.

Que eu jamais seja a mulher que se ajoelha diante de um mestre,
Pedindo uma migalha de Luz e do amor
Pois eu recebi em mim mesma a soberania da Deusa
E a força daquela que preenche todas as coisas
E que através dessa percepção eu compreenda que sou e vivo
Para além do Tempo e da Luz

Numa escuridão estrelada de profunda paz, recolhimento e sabedoria
No útero todo inanimente da Grande Deusa
Que eu carregue sempre comigo meu punhal
Flecha de fogo
Aonde direcciono as energias da Chama Sagrada
E abro os caminhos da magia
No dia e na noite estrelada

Que eu não tema os desejos físicos
Que assolam meu corpo
E que eu ria e goze sempre da vida
Porque pulsando no mundo
Forte está meu coração
E entregue as Forças da Vida, as Forças da Deusa
As forças da Jovem Mulher da Primavera
Eu ame e sorria

Que nas forças da Mãe
Eu compreenda que Ela é em tudo
E que seu poder vibra em tudo que é Vida
Seu poder vibra
E nela não há bem e nem mal
Apenas os ciclos da Terra
E que eu compreenda que mesmo o erro
Me leva a evolução

E que eu jamais tema ser feia e velha
Pois todas as máscaras com a Anciã caíram
Que eu ria e ria quando for temida
Pelo Meu poder
Pois no intimo saberei que minha sabedoria
Ultrapassou a própria Luz
E que se os mestres não me compreendem
é porque ainda não souberam o Grande Mistério
De que na Deusa...Não ha Luz nem Escuridão
Tudo é Um Nela e para Ela todas as coisas



E Nela há sabedoria...

segunda-feira, 5 de março de 2012

O Sino



                                

                  O  SINO                   

              

O sino é um instrumento ritual de inestimável antigüidade.

O toque de um sino libera vibrações com efeitos poderosos de acordo com seu volume, tom e material utilizado.

O sino é um símbolo feminino e, portanto, normalmente utilizado para invocar a Deusa em rituais.

É também tocado para afastar encantamentos e espíritos malignos, para interromper tempestades ou para evocar energias positivas.

Sobre estantes ou acima da porta, eles protegem a morada.

Sinos são por vezes tocados em rituais para assinalar seções diversas ou marcar o início ou o fim de um encantamento.


Qualquer tipo de sino pode ser utilizado.

Estes são alguns dos instrumentos utilizados em rituais de Wicca.

Utilizá-los, familiarizando-se com seus poderes e imbuindo-os com sua própria energia, faz com que sua utilização passe a ser natural.

Encontrá-los pode ser um problema, mas podemos encarar isto como um teste sobre a seriedade de seu interesse pela Wicca.

À medida que encontra cada instrumento, pode prepará-lo para rituais.

Se forem velhos, você deve purgá-los de quaisquer associações e energias; você não sabe quem possuiu o instrumento, nem os propósitos com os quais teriam sido usados.

Para começar este processo, limpe o instrumento fisicamente, usando o método apropriado.

Quando estiver limpo e seco, enterre-o (na Terra ou num vaso de terra, areia ou sal) por alguns dias, para que as energias se dispersem.

Outro método consiste em mergulhar o objeto no mar, num rio ou lago, ou mesmo em sua banheira, após purificar a água com algumas pitadas de sal.

Não arruíne uma peça de madeira molhando-a; do mesmo modo, não danifique o acabamento de outro objeto por seu contato com o sal. Use o método mais apropriado para cada instrumento.

Após alguns dias, desenterre o instrumento, limpe-o e estará pronto para a magia.

Se utilizar o método da água, deixe o objeto submerso por algumas horas e seque-o a seguir.

Se desejar, repita até que o instrumento esteja limpo, fresco, novo.

Mulheres Celtas



                                              Mulheres Celtas

                                               Mulheres Celtas
Mulheres Guerreiras
Amadas e Amantes
Companheiras
Jamais cedem,
Jamais se submetem
Não são vulgares
Mudam de ares
Em seus ciclos de Encanto
Suas Energias são a Alegria
Que erradica os tormentos
E seus lamentos
São seus fragmentos em flor
A Natureza Bela e Formosa
Em todas as cores das Rosas
À sombra do Carvalho
Dançam Senhoras Maravilhosas!
São Luminosas como a Deusa
Tríplice, Encantadas, Iluminadas