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sábado, 31 de dezembro de 2011

Origem das Bruxas


Não se sabe a exata origem das Bruxas, constam relatos de que elas existam desde os primórdios da humanidade. Há duas teorias para a existência de tais seres:

1) As práticas de bruxaria envolvem rituais simbólicos desde os tempos neolíticos. A primeira demonstração da arte de devoção foi encontrada em cavernas do período neolítico, onde havia ilustrações dos rituais de adoração às deusas da fertilidade dos povos primitivos.

Dessa forma, as experiências visionárias, rituais de caça e cerimônias de cura sempre estiveram presentes nos símbolos e metáforas de cada cultura. Na Grã-Bretanha as sacerdotisas druidas estavam divididas em três classes.

 As que viviam em conventos num regime de celibato eram as da classe mais alta. As outras duas classes, que eram das sacerdotisas, podiam se casar e viver nos templos ou com os maridos e família. Com a era do cristianismo, foram denominadas “Bruxas” e perseguidas por muito tempo.

2) Durante a Idade Média toda e qualquer mulher que conseguia poder, passavam gradativamente a ser considerada bruxa. Bruxa em sânscrito significa “mulher sábia”. As bruxas eram denominadas sábias, até a Igreja lhes atribuir o significado secundário de mulheres dominadas por instintos inferiores.

Sem mito algum, as bruxas eram apenas mulheres que conheciam e entendiam do emprego de ervas medicinais para cura de enfermidades, e colocavam em prática seus conhecimentos nos vilarejos onde habitavam.

Com a chegada do Cristianismo, começando a imperar a era patriarcal, as mulheres foram colocadas em segundo plano e tidas como objetos de pecado utilizados pelo diabo.

Muitas mulheres não aceitaram essa identificação e rebelaram-se. Essas, dotadas de poder espiritual, começaram a obter novamente o prestígio que haviam perdido o que passou a incomodar o poder religioso. 

Assim acusar uma mulher de bruxaria ficou fácil, bastava uma mulher casada perder a hora de acordar, que o marido a acusava de estar sonhando com o demônio.

Persegui
ção às bruxas 

Durante o século X e XII as bruxas ressurgiram, nesse período realizaram vários processos contra elas, promovidos pelo poder civil.

 No entanto, tal questão veio assumir um aspecto dramático a partir do século XIV, momento em que a Igreja Católica implantou os tribunais da Inquisição com o intuito de reprimir, tanto a disseminação das seitas heréticas como a prática de magia e outros comportamentos considerados pecaminosos.

 Nesse período, o fenômeno se caracterizou como manifestação coletiva, de profunda repercussão no direito penal, na vida religiosa, na literatura e nas artes. 

Dessa forma, para que a repressão fosse eficaz, os tribunais de Inquisição se proliferaram, e os processos aumentaram rapidamente.

Segundo os teóricos do assunto, a epidemia de bruxas ocorreu nos séculos XVI e XVII, no norte da França, no sul e oeste da Alemanha e em especial na Inglaterra e na Escócia, a perseguição às bruxas foi metódica e violenta. 

Os colonizadores ingleses levaram esse procedimento para a América do Norte, onde, em 1692, ocorreu o famoso processo contra as bruxas de Salém, em Massachusetts.

 Normalmente, acusavam-se as bruxas velhas, e com menor freqüência as jovens.

A maioria das acusações se referia a malefícios contra a vida, a propriedade e a saúde. Também constavam denúncias de pactos com o diabo. 
Segundo as denúncias, as bruxas montadas em vassouras voavam pelos ares e se reuniam em lugares inabitados para celebrar a satanás e entregar-se a orgias. 

O iluminismo do fim do século XVII e do século XVIII, que era caracterizado pelo espírito científico e pelo racionalismo, contribuiu para o fim desse processo e para que não mais se admitisse perseguição judiciária em casos de superstições populares. 

Muitos países da Europa quase não participaram da caça às bruxas, e 3/4 do território europeu não viu um julgamento sequer. A Islândia executou apenas quatro "bruxas"; a Rússia apenas dez. A histeria foi mais forte na Suíça calvinista, Alemanha e França.

Até onde se sabe, algumas vítimas adoravam entidades pagãs e, por isso, poderiam ser vistas como indiretamente ligadas aos "neopagãos" atuais, mas esses casos eram uma minoria. Também é verdade que algumas das vítimas eram parteiras ou curandeiras, mas eram uma minoria. A maioria era cristã ou judia, uma vez que a população pagã era bem rara na Europa da Idade Média.

fonte: (http://pt.wikipedia.org/ )

domingo, 18 de dezembro de 2011

Sou filha da Deusa


"...que nada nos limite, que nada nos defina, que nada nos sujeite.

Que a liberdade seja nossa própria substância, já que viver é ser livre.

Porque alguém disse e eu concordo que o tempo cura, que a mágoa passa, que a decepção não mata, e que a vida sempre, sempre continua..."

"Ouçam as palavras da Grande Deusa, que em outras Eras era chamada de Ártemis, Diana, Astarte, Ishtar, Afrodite, Cerridwem, Morrigan, Freya entre muitos outros nomes."
"Sempre que necessitarem da Minha ajuda, reúnam-se em um local secreto,
pelo menos uma vez por mês,

domingo, 27 de novembro de 2011

A Senhora de Avalon




Caillean - grã-sacerdotisa, outrora da Casa da Floresta 
Sianna - filha da Rainha das Fadas Bendeigid

O vale de Avalon encontrava-se envolto na paz das colheitas. A luz dourada era filtrada através das folhas da macieira, cintilando no fumo perfumado que subia ondulante do caldeirão e concedia uma iluminação suave aos véus das sacerdotisas e ao cabelo brilhante da rapariga que estava sentada entre elas. 

Na bacia prateada que estava à sua frente, a água tremia ao contacto com a respiração e depois ficava quieta. Caillean, com os dedos pousados nos ombros de Sianna, sentia a tensão escorrer por eles à medida que o transe da rapariga se aprofundava e acenou com a cabeça. Há muito tempo que esperava por esse dia.

- Liberta, Isso mesmo - murmurou. - Inspira... expira... e olha para a superfície da água.


Caillean sentiu a sua própria visão tremeluzir ao inalar a magia das ervas queimadas e desviou rapidamente o olhar, fixando bem o seu consciente no presente.


Sianna suspirou, inclinou-se para a frente e Caillean amparou-a. Tinha a certeza de que a rapariga possuía a capacidade da Visão, mas não seria correcto utilizá-la para essa finalidade sem que Sianna fosse ordenada sacerdotisa. Depois, Gawen fugira e a rapariga desanimara e crescera  tão magra que Caillean a proibira de trabalhar qualquer tipo de magia .


Somente no último mês ela começara a retomar os seus dons. Foi um alívio para Caillean. quando se apercebeu disso. A filha da Rainha das Fadas era a Mais talentosa das raparigas que haviam recebido para educar, o que não era para admirar, devido à sua herança.

 A grã-sacerdotisa fora mais dura com ela do que com as outras e ela não tinha cedido. Esta era, sem sombra de dúvida, a donzela que seria capaz de aprender todas as magias ancestrais e de pô-las em prática quando ela própria já ali não estivesse.


- A água é um espelho - disse Caillean suavemente -, no qual podes ver coisas muito remotas, em distância e no tempo. Procura agora o cume do Tor e diz-me o que vês...
Caillean acompanhou-a, relaxando um pouco o seu próprio controlo, para poder partilhar a visão, ao mesmo tempo que mantinha a ligação com o mundo exterior.


Fonte :A Senhora de Avalon ( Marion Zimmer Bradley )

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

A Senhora da Magia


Lembra mulher de quando teus pés descalços pisavam na terra molhada,depois da tempestade tão esperada.

Recorda quando teus ouvidos sabiam compreender as mensagens que o vento assoprava para o teu espírito.


Inspira fundo e sente o aroma daquela época onde viveste próxima aos frutos e às flores e tudo acontecia em tempo certo, sem apressamentos.

Compreende que teu corpo e tua alma obedeciam à voz da Grande Mãe,e tua vida fluia plena de sabedoria, pois tu representavas a Deusa,o Sagrado Feminino, e de ti resplandecia toda a generosidade.

Recorda que conhecias bem os mistérios da lua,tua irmã, e te guiavas por instintos e intuições, sonhavas com as respostas e cheia de confiança em teu coração guiava a tua vida e de tantos outros por caminhos seguros.

Tua natureza, sempre disposta a dar vida e dela cuidar, ligada por estreitos laços aos ritmos e ciclos do universo,sabia cantar e dançar, e assim espalhava alegria pelo norte, pelo sul, pelo leste e pelo oeste, sem perder o teu centro.

Rosa dos ventos e dos tempos, hoje estás novamente aqui, mas não te esqueça jamais de continuar a cumprir o teu sagrado papel.


O Universo ainda carece do teu feminino...Ah! Então canta e dança...
E o destino dos homens se  cumprirá !


As Brumas de Avalon - A Senhora da Magia

sexta-feira, 27 de maio de 2011

A Magia dos anéis


Por serem extremidades sensíveis de nosso corpo, ao usarmos adequadamente os anéis, elevamos ao máximo o poder mágico de nossos dedos.

Nos próprios dedos temos possibilidade de extrair energias positivas como facilitadoras para a nossa vida.

Essa energia que cito já era conhecida por vários povos antigos, tais como babilônios e caldeus, cujos sacerdotes usavam anéis de ouro e pedras preciosas como instrumentos de alta magia. 

Para que obtenhamos o efeito mágico de anéis não há necessidade alguma de que os mesmos passem por cerimônias de consagração. 

Talvez o único segredo seja usar anéis confeccionados com pedras que estejam associadas ao planeta que corresponde a cada dedo, objetivando que a energia do planeta em questão se manifeste positivamente em nossa vida.

DEDO MÍNIMO


Regido por Mercúrio, planeta associado à magia e ao conhecimento, à comunicação e ao ensino.


 Neste dedo é aconselhável usar ANÉIS DE CITRINO (aumentam a capacidade de comunicação, especialmente de quem trabalha com o comércio), PIRITA DOURADA (facilitador de comunicação com outros planos) ou AMETISTA (pedra da espiritualidade para aumentar a intuição e desenvolver poderes mágicos)


DEDO ANULAR

Regido pelo sol, planeta associado ao brilho, ao esplendor e ao sucesso profissional e pessoal. Aconselhável usar neste dedo anéis de GRANADA (para ajudar a vencer os obstáculos, além de aumentar o charme e sensualidade), PEDRA-DO-SOL (atrai sucesso, reconhecimento profissional, brilho e prestígio) ou AGATÁ-DE-FOGO (proporciona vitalidade e poder de liderança). A aliança de OURO também é indicada para este dedo, pois o ouro é um metal relacionado ao sol e tem o poder de conferir durabilidade ao casamento.



DEDO MÉDIO

Regido por Saturno, planeta associado à responsabilidade e a sabedoria adquirida com a experiência. 

Recomendável usar neste dedo anéis de ÔNIX (aumenta a concentração e ajuda a solucionar problemas herdados de outras encarnações), HEMATITA (transforma as energias negativas em positivas) ou a TURMALINA NEGRA (afasta as más vibrações).


DEDO INDICADOR

Regido por Júpiter, planeta associado à expansão e a vitória.

 Use nesse dedo anéis de cristal branco (ajuda a ampliar os horizontes, atrai bênçãos e ajuda a superar os obstáculos do dia-a-dia)


DEDO POLEGAR

Está associado ao livre-arbítrio. 

NÃO CONVÉM USAR NENHUM ANEL NESTE DEDO, pois nenhum fator externo deve influenciar a sua vontade .

quarta-feira, 11 de maio de 2011

MÃE-DEUSA

MÃE-DEUSA

A Ti, Ó Mãe Terra ofereço minha alma e meu amor,
A Ti, Ó Deusa Sagrada, Criadora de todas as coisas
Mãe de Tudo o que Há,
Doadora da Vida, que a partir do Caos criou a Luz e a Harmonia
Mãe é Teu Nome Sagrado
Que Invoco neste momento
Em que busco Teu divino Olhar
Que a Tua Voz vibre na minha garganta
Que Sua Voz vibre e ressoe
Através da Voz de todas as Tuas Filhas
Tuas Sacerdotisas que lhe servem e lhe amam
Mãe Negra do Tempo,
Face que esta por detrás de todas as formas
Nos Te imploramos
A Sua bênção, a Sua Força
Diante de todas as injustiças
E blasfémias feitas a Ti
e as Tuas Filhas
Zelai por nós Mãe Terra
Que Assim seja

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Ritual de Hécate



Hécate era uma deidade da noite,encruzilhadas,vida e morte.Era chamada de A Mais Amável,Rainha do Mundo dos Espírirto,Deusa da Bruxaria.Hécate está relacionada à cura,profecias,visões,magia,Lua Nova,encantamentos,livrar-se do mal,riqueza,vitória,sabedoria,transformação,purificação,escolhas,renovação e regeneração
Você precisará:


Seu Athame
Seu Caldeirão
Uma Maçã
Um Pano Preto
Sal Marinho
E os seus instrumentos
ponha a maçã dentro do caldeirão e cubra-o com o pano preto.Abra o círculo como de costume e com seu bastão na mão de poder,toque no caldeirão por cinco vezes.Diga: 


Sábia Hécate,eu peço sua bênção.
Erga o véu para que eu possa saudar meus ajudantes espirituais,
Antigos amigos de outras vidas,e os que são novos.
Que apenas aqueles que me desejam bem penetrem neste local sagrado. 


Descubra o Caldeirão.Apanhe a maçã,erga-a em oferenda e deposite-a no altar.
Hécate,seu caldeirão mágico é a fonte da morte e do renascimento,
Uma experiência pela qual cada um de nós passa repetidas vezes. 


Que eu não tema,pois sei de sua delicadeza.
Eis aqui seu símbolo de vida na morte. 


Corte a maçã transversalmente com o athame.Conteple o pentagrama revelado no miolo.Devolva as duas metades da maçã ao caldeirão e cubra-o novamente com o pano preto. 


Apenas os iniciados têm acesso aos seus mistério ocultos.
Apenas aqueles que realmente buscam conseguem encontrar o caminho espiral. 


Apenas aqueles que conhecem suas faces secretas,
Podem encontrar a luz que leva ao caminho interior.
Ponha uma pitada de sal em sua língua: 


Eu sou mortal,mas ainda assim imortal.
Não há fim para a vida,apenas novos recomeços.
EU caminho ao lado da Deusa em suas muitas formas.
Nada há,portanto,a temer. 


Abra minha mente,meu coração e minha alma.
Aos profundos Mistérios do Caldeirão,Ó Hécate!!!
Efetue uma meditação de busca à Deusa da Lua Nova.Ouça suas mensagens.Esteja alerta a novos guias e mestres que podem surgir para ajudá-lo.

segunda-feira, 7 de março de 2011

A filha amada da Grande Mãe

Eu sou uma Bruxa.
Filha amada da Deusa.
Eu sou aquela que caminha pela escuridão da noite.
O poder da Grande Mãe está dentro de mim.
Sou de Terra e de Ar.
Sou de Águas além mar.
Sou de Fogo não duvide
A que conhece os caminhos do amor, do prazer e da dor.
Aquela que sabe curar e os caminhos iluminar.
Sou a Bruxa, mulher sábia, de conhecimentos ancestrais.
Tão velha, como a própria Terra e
tão jovem, quanto o frescor do orvalho da manhã.
Sou Menina, Mulher e Avó,
Sou Bruxa sou Deusa e sou Fada.
Sou forte e sensível
Abençoados os que vêm a mim, e do
meu sagrado caldeirão bebem a poção.
Abençoados os limpos de alma e de coração, pois eles receberão os ensinamentos do dia e da noite, e suas vidas serão eternas na Terra do Verão.
Estou em tudo e tudo está em mim.
Não tenho começo e nem fim.
Sim sou a Bruxa jovem, mulher, anciã.
A filha amada da Grande Mãe.
(autoria BruMa Artio)

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Uma mulher tocada pela Deusa !!



Não sei… Se a vida é curta
Ou longa demais pra nós,
Mas sei que nada do que vivemos
Tem sentido, se não tocamos o coração das pessoas.
Muitas vezes basta ser:
Colo que acolhe,
Braço que envolve,
Palavra que conforta,
Silêncio que respeita,
Alegria que contagia,
Lágrima que corre,
Olhar que acaricia,
Desejo que sacia,
Amor que promove.
E isso não é coisa de outro mundo,
É o que dá sentido à vida.
É o que faz com que ela
Não seja nem curta,
Nem longa demais,
Mas que seja intensa,
Verdadeira, pura… Enquanto durar

Cora Coralina

                              "Fiz a escalada da minha vida 
                         removendo pedras e plantando flores ." 





 Humildade

"Senhor, fazei com que eu aceite
minha pobreza tal como sempre foi.

Que não sinta o que não tenho.
Não lamente o que podia ter
e se perdeu por caminhos errados
e nunca mais voltou.

Dai, Senhor, que minha humildade
seja como a chuva desejada
caindo mansa,
longa noite escura
numa terra sedenta
e num telhado velho.

Que eu possa agradecer a Vós,
minha cama estreita,
minhas coisinhas pobres,
minha casa de chão,
pedras e tábuas remontadas.
E ter sempre um feixe de lenha
debaixo do meu fogão de taipa,
e acender, eu mesma,
o fogo alegre da minha casa
na manhã de um novo dia que c
omeça ."





"Feliz daquele que transfere o que sabe e aprende o que ensina."

Não te deixes destruir... 
Ajuntando novas pedras 
e construindo novos poemas. 
Recria tua vida, sempre, sempre. 
Remove pedras e planta roseiras e faz doces. Recomeça. 
Faz de tua vida mesquinha 
um poema. 
E viverás no coração dos jovens 
e na memória das gerações que hão de vir. 
Esta fonte é para uso de todos os sedentos. 
Toma a tua parte. 
Vem a estas páginas 
e não entraves seu uso 
aos que têm sede.

                                                                   



Meu epitáfio


Morta... serei árvore,
serei tronco, serei fronde
e minhas raízes
enlaçadas às pedras de meu berço
são as cordas que brotam de uma lira.

Enfeitei de folhas verdes 
a pedra de meu túmulo
num simbolismo
de vida vegetal.

Não morre aquele
que deixou na terra
a melodia de seu cântico
na música de seus versos.


Cora Coralina, pseudônimo de Ana Lins de Guimarães Peixoto Brêtas, nasceu em 20 de agosto de 1889, no estado de Goiás (GoiásVelho) e faleceu em Goiânia a 10 de abril de 1985.
"Não morre aquele que deixou na terra a melodia de seu cântico na música de seus versos"

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

A Deusa


A Deusa foi a primeira divindade cultuada pelo homem pré-histórico. As suas inúmeras imagens encontradas em vários sítios históricos e arqueológicos do mundo inteiro representavam a fertilidade - da mulher e da Terra. 


Por ser a mulher a doadora da vida atribuiu-se à Fonte Criadora Universal a condição feminina e a Mãe Terra tornou-se o primeiro contato da raça humana com o divino.


A Deusa é cultuada como Mãe Terra, representando a plenitude da Terra, sua sacralidade. Sobre a Terra existimos e, ao fazê-lo, estamos pisando o corpo Onipotente e distante, que vive nos céus...


 A Deusa é a Terra que pisamos, nossos irmãos animais e plantas, a água que bebemos, o ar que respiramos, o fogo do centro dos vulcões, os rios, as cores do arco-íris, o meu corpo, o seu corpo...

A Deusa está em todas as coisas... Ela é Aquela que Canta na Natureza... O Deus Cornífero seu consorte, segue sua música e é Aquele que Dança a Vida...




Todas as Deusas são uma única Deusa", múltiplas manifestações da Grande Mãe. Cultuar a Grande Deusa pode se manifestar no culto a um ou mais dos arquétipos que a representem nas diversas culturas do mundo. 


Assim, sejam as Lilith e a Shequinah judaicas, a babilônia Inanna, a havaiana Pele, a chinesa Kwan-In, a japonesa Amaterasu, a inca Ixchel, as africanas Yemanjá e Oyá, ou as hindus Sarasvati e Kali, sempre se estará prestando culto à mesma e única Deusa. 


As diferentes mitologias enumeram milhares de nomes de Deusas, correspondendo a aspectos ou atributos diversos.

Assim, se escolhemos nos conectar com as Deusas Afrodite ou Ishtar ao procurarmos trabalhar a energia do amor, o fazemos porque essas formas do arquétipos, por disposição de milênios, mais se aproximam dessa energia. Se precisamos tratar de estudos ou escrita, criatividade nas artes, invocamos Atena ou Saravasti, por exemplo.


Muitas bruxas costumam se conectar com Deusas de diferentes mitologias, conforme a necessidade de seus trabalhos. Outras se atém a um panteão determinado e só cultuam as Deusas e Deuses daquela cultura. Ambas as formas de expressão fazem parte dos Caminhos da Deusa.


 Algumas bruxas preferem se conectar com as Deusas em sua forma mais primitiva, como Mãe Terra, daí utilizarem símbolos das chamadas Vênus pré-históricas, como de Laussel, Willendorf, Deusa serpente de Creta, Deusa do Nilo.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Água Sagrada da Lua Cheia

 


A água sagrada da Lua Cheia é um instrumento de consagração eficaz que tem várias utilidades e traz muitos benefícios. 

Pode ser usada para abençoar lugares, pessoas e objetos, dando a estes proteção e poder mágico. 

Recomenda-se também que o praticante de magia borrife em si próprio e em seus instrumentos mágicos um pouco dessa água antes de cada simpatia ou ritual.

Você vai precisar de incenso, uma jarra com água, 3 pitadas de sal, uma folha de papel e uma caneta preta. 

Realize este ritual em uma noite de Lua Cheia.


Coloque os ingredientes sobre seu altar, acenda o incenso e encontre uma posição confortável. 

Coloque a jarra com água na sua frente e deixe o sal por perto. 

Comece colocando a mão aberta sobre a água e fechando os olhos.


 Visualize uma luz branca vindo da palma da sua mão e sendo transmitida para a jarra em forma de vibrações positivas. 

Repita essa visualização enquanto coloca a mão sobre o sal. 

Em seguida, pegue a folha de papel e desenhe um pentáculo (ex: estrela de 5 pontas ) no centro. 

Coloque a jarra sobre a imagem do pentáculo e jogue as 3 pitadas de sal cuidadosamente na água. 


Forme uma imagem mental da Lua Cheia. Sinta a energia da Deusa no coração e na mente. 

Emquanto movimenta a mão sobre a jarra no sentido horário, repita o seguinte encantamento:

"Ó, Bela Deusa, Rainha da Noite, peço que envie a sua luz radiante e abençoe esta jarra e seu conteúdo transbordante."

Por fim, eleve as mãos para o céu e diga: "Assim seja!".

A sua água sagrada da Lua Cheia está pronta.

 Use-a em purificações ou para conferir poder. Em cada Lua Cheia, jogue a água fora e prepare outra.

Senhora dos meus Caminhos !!



Grande Mãe... Senhora de meus caminhos...

Que hoje eu possa saber fazer silêncio !

Que os maus pensamentos se calem e que os meus ouvidos sejam surdos para as más palavras e maledicências.

Que os meus olhos possam apenas enxergar o Bem em todas as coisas por pior que elas pareçam.

Que o meu ego se emudeça e se afaste de julgamentos e condenações.

Que a minha alma se expanda e tenha compaixão por todos os seres vivos.

Que em meu silêncio eu veja que há tempo para fazer preces pelos que já se foram.

Que eu consiga perceber cada recado Teu, através das Tuas criações.

Que eu compreenda que a Tua voz é a única que me sopra a verdade nas 24 horas dos meus dias.

Que eu ouça em cada minúsculo ser, a grandeza da Tua Criação.

Que eu perceba nessa Grandeza o quanto és desprovida de orgulho.

Mãe. Que hoje eu possa saber fazer silêncio !

Que eu saiba calar na hora exata e nessa hora lembrar-me de observar que na música da Vida só prevalece a Tua arte e que em meio a qualquer som Tu sempre soarás mais alto e jamais hás de calar-Te.

Que assim seja e assim será!

( Texto cedido por Luna Haya )

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Senhora dos Quatro Elementos

Senhora dos Quatro Elementos


A sua Arte, Senhora, veio à luz.
Quem poderá escapar de seu poder?
Sua forma é um eterno mistério;
sua presença paira
sobre as terras quentes.
Os mares te obedecem,
as tempestades se acalmam.
A sua vontade detém o dilúvio.
E eu, tua pequena criatura,
faço a saudação:
Minha Grande Rainha,
Minha Grande Mãe!

Deusa Dana

                       

                             Quem foi a Deusa Dana?

Deusa Mãe da Antiga Irlanda.


Dana ou Anu é a Deusa Mãe da Irlanda, conhecida principalmente como Deusa Terra, Deusa da Fartura e da Abundância.


Também é chamada de Patrona dos Magos, Rios, Água e Poços, segundo as Tradições Irlandesas influencia na Prosperidade, Magia, Fartura e Sabedoria.

Suas Sacerdotisas levavam conforto aos que estavam às portas da Morte e ela é considerada até hoje, a Guardiã do Gado e da Saúde, cuidando também da Fertilidade, da Prosperidade e Conforto. 

Entre os Povos Antigos também foi conhecida por outros nomes como Anann, Dana - na, Danu, Danann, Grande Mãe, Deusa da Lua e Mãe dos Deuses.

Divindade suprema do panteão celta, mãe dos deuses e dos homens. 

É a mãe celeste que dança na espiral das estrelas, é a fonte de onde nasceu aquele povo antigo, que trouxe o druidismo à terra das esmeraldas.

Também conhecida como Danu, é a maior Deusa Mãe da mitologia celta. 

Seu nome "Dan" significa conhecimento, considerada a senhora da luz e do fogo.

Há várias interpretações para seu nome, algumas são: "Terra molhada", e uma das mais poéticas: "Água do Céu".

É a Deusa da fertilidade. 

Era ela que garantia a segurança material, a proteção e a justiça. Seu símbolo mágico é o bastão.

Dia 31 de março é a data de celebrar esta deusa da prosperidade e da abundância.

 Garante a seus filhos segurança material e justiça.
Dia em que na Irlanda se celebrava a deusa Anu.

Este dia é dedicado á Deusa da prosperidade e abundância. 

Os celtas neste dia acreditavam que dava muito azar emprestar ou pedir dinheiro emprestado, por prejudicar os influxos da prosperidade. 

Uma antiga, mas eficaz simpatia mandava congelar uma moeda, fazendo um encantamento para proteger os ganhos e evitar os gastos.

               Prece para a Deusa Dana

Dana dos mares revoltos
Da luz refletindo nas águas
Nos permita caminhar pelos vãos sagrados do ar
Nos brinde com sua sabedoria
Me permita sonhar com o futuro
Me permita enxergar os lugares obscuros
onde apenas tua luz consegue alcançar
Senhora Mãe dos Deuses
Esteja comigo desde o meu despertar
Me ajude a caminhar pelos caminhos
que os Deuses tecem desde sempre
Me ajude a ser calma diante das indignações
Me ajude a ser fiel a sequência natural de todas as coisas
Me ajude a ser pensante diante das inquietações


Traga a alegria da vida para todas as coisas vivas
Traga a beleza de ser filhos de teu abençoado ventre
E receba meu agradecimento a cada por do sol
Onde a escuridão se curva diante de tua infinita luz
Eu dança em teu nome para celebrar o teu reino
Eu festejo a luz que me orienta e guia

Eu celebro o teu nome Danna dos Tuatha dé Dannan


Dana (ou Danu) é uma importante Deusa Celta, representante do Conhecimento Divino e do Sagrado Feminino.

É equiparada à Deusa Romana Diana por estar associada às florestas (especialmente aos carvalhos sagrados) e a Deusa Minerva, a qual também está associada ao conhecimento e á sabedoria.

Ela é retratada como uma Deusa Triplice com Brigid, que representa a face virgem e com Morrrigan, que é a face Anciã. Danu é a representação da face Mãe da Deusa. 


Ela é a mãe do povo mágico “Tuatha de Dannan” (os Filhos de Dana).

Em algumas versões da sua história ela é retratada como a Mãe do Deus Dagda, em outras ela é descrita como filha de Dagda ou ainda sua consorte.

 Se admitirmos que os Tuatha de Dannan não se misturaram com outros povos, o casamento entre pessoas da mesma família era uma hipótese a colocar.

Dana teve vários filhos (como se fosse a Mãe de Todas as Coisas), entre eles a Deusa das Estrelas Arianrhod e do Deus da Luz Gwydion.

Dana (que significa literalmente conhecimento) é retratada como uma Rainha de longos cabelos, seios fartos e grandes ancas (simbologia da maternidade) e sobre a sua cabeça uma coroa.

Na sua face Virgem, ou seja, Brigid, ela é a Senhora do Fogo, da Cura, das Artes e da Inspiração. 

Na face anciã ela encarna a Guerreira e a Senhora da Morte. Dana condensa em si A Mãe, a Curadora, a Artista e a Gurreira, sendo por isso uma Deusa muito completa.

Está associada aos rios (O nome Danúbio está ligado a ela), à luz e ao fogo.

As mulheres que têm este arquétipo são sobretudo Mães nutridoras, gostam de crianças, gostam de estudar, para além de serem inteligentes, são intuitivas, femininas e gentis, são ainda majestosas e altivas.

 Recebem também a influência de Brigid, sendo que gostam de trabalhos manuais e das artes em geral e recebem a influência de Morrigan, o que lhes confere algo de guerreiras e lutadoras. 

Quanto mais velhas, mais sábias, mas nem por isso mais tranquilas.

Dana condensa em si mesma a influência do Sol, da Lua e dos Planetas Marte e Plutão.

As Danas também gostam do contacto com a natureza, de poesia, da escrita e têm uma certa aptidão para a cura.

Rege a maternidade, a fertilidade, a cura, o conhecimento, a feminilidade, as artes e os estudos.

Quando ela surge nas nossas vidas significa que precisamos sair da nossa zona de conforto para podermos ir em busca do sagrado que reside dentro de cada uma de nós e procurar de alguma forma o conhecimento divino que nos pode ajudar a evoluir.

Cultura: Celta


Arianrhod


"Arianrhod"

"Arianrhod de aspecto louvável, a madrugada de serenidade."

"Arianrhod, a virgem branca,
Deusa tríplice do amanhecer, da terra
e da fertilidade, na tradição gaulesa.
Senhora do renascimento em Avalon,
associada a constelação Corona Borealis.
Era a mãe de Llew, o Deus Sol de galês e Dylan,
o Deus do Mar. Seu nome literalmente significa
"Roda Prateada" e sua morada nas estrelas,
é conhecida como a espiral da vida."
[As Brumas de Avalon ]


Ela é a guardiã da "roda de prata" que circunda as estrelas, considerada símbolo do tempo e do carma. 

É igualmente deusa da reencarnação, da Lua Cheia dos namorados e a Grande mãe Frutuosa.


Esta deusa é a figura primal de poder e autoridade feminina, considerada a Deusa dos Ancestrais Celtas. 

Vive em um reino estelar, Caer Arianrhod, na constelação Corona Borealis, com suas sacerdotisas e de lá decide o destino dos mortos, carregando-os para a Lua ou para a sua constelação.

É também uma deusa da fertilidade e de tudo que é eterno. 

O espírito de Arianrhod é símbolo de profecia e sonhos. Ela controla a dimensão do tempo.

 O viajante que a seguir deve estar com o coração e a mente aberta para seus ensinamentos. 

Convide-a para ajudar-lhe com dificuldades passadas e para contatar o povo das estrelas.

Na Tradição Avalônica ela corresponde ao elemento Fogo e seu chakra correspondente é o cardíaco. 

Já na tradição celta esta deusa apresenta três aspectos: donzela, mãe e crone, representando os três estágios da vida de uma mulher.

A Arianrhod é atribuído os poderes da coruja, que através de seus olhos vê o subconsciente da alma humana.

 A coruja é um pássaro noturno que simboliza a morte, renovação, sabedoria, a magia da lua e as iniciações.

Magia



"A magia é um caminho desconhecido,
assim como a escuridão da noite.



 E ao mesmo tempo
assustadora, tornando-se um desafio para
renunciarmos aos nossos medos e mergulharmos
neste mundo secreto, que quanto mais se caminha,
mais se descobre o que há por trás da penumbra. 


A Magia é um mundo oculto pelas sombras da noite,
em que só a Sacerdotisa, por si própria, poderá descobrir
o caminho certo, confiando na sua eterna aliada,
a lua, que é a luz da Deusa. 


Uma Sacerdotisa acomodada jamais será sabia,
porque o conhecimento oculto não é recebido e sim procurado. 


O segredo é confiarmos na luz interior que nos guiará
adiante no caminho da procura, que começará neste momento,
nesta noite de iniciação.



 A hora é agora que o ritual se inicie."

As Brumas de Avalon

A Senhora da Magia


Não posso remediar erros, se é que foram erros,
cometidos por homens mortos antes que eu nascesse. 


Já tenho muito o que fazer para reparar os
meus próprios erros, e não viverei o suficiente
para vê-los todos reparados. Mas farei o que estiver
ao meu alcance, enquanto eu viver."


As Brumas de Avalon - A Senhora da Magia

Aine




Há lendas que contam que Aine tinha o poder de se transformar tanto em um cisne branco quanto em uma égua vermelha de nome Lair Derg, e que ninguém conseguia alcançá-la.

Se acreditava também, que na noite do Solstício de Verão, moças virgens, que pernoitassem na colina de Knocknaine, poderiam ver a Rainha das Fadas com toda a sua comitiva. 


O mundo das fadas só se tornava visível pelos portais mágicos, chamados anéis de fada, que eram indicados pela própria Aine.

As Brumas de Avalon





Aine: Aine é uma deusa primária da Irlanda, soberana da terra e do sol, associada ao Sostício de Verão, que sobreviveu na forma de uma Fada Rainha. 

Seu nome significa: prazer, alegria, esplendor. Ela é irmã gêmea de Grian, a Rainha dos Elfos e era também considerada um dos aspectos da Deusa Mãe dos celtas Ana, Anu, Danu ou Don.

 Juntas Grian e Aine, alternavam-se como Deusas do Sol Crescente e Minguante da Roda do Ano, trocando de lugar a cada solstício.

Os pagãos acreditam que na entrada do Solstício de Verão, todos os Povos pequenos vêm a Terra em grande quantidade, pois é um período de equilíbrio entre Luz e Trevas. 


Se estiver em paz com eles, acredita-se que, ao ficar de pé no centro de um anel-das-fadas é possível vê-los.

 É um período excelente para fazer amizade com as fadas e outros seres do gênero.


Como feiticeira poderosa, seus símbolos mágicos são "A égua vermelha", plantações férteis, o gado e o ganso selvagem .


Esta é uma Deusa-Fada que segundo a tradição celta ajudava os viajantes perdidos nos bosques irlandeses. 

Diziam que para chamá-la bastava bater três vezes no tronco de uma árvore com flores brancas. 

Sempre que se sentir "perdido", faça o mesmo, chame por Aine batendo três vezes no tronco de uma árvore de flores brancas. 

Ela não vai tardar em ajudar.