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domingo, 3 de junho de 2012

Nome mágico ou nome pagão

Com certeza você já deve ter se perguntado porque os pagãos se dão nomes e, também, dão nomes para seus instrumentos. Fazemos isso, não por um simples capricho, mas porque o nome traz consigo uma vibração que ajuda o Pagão a se conectar com as energias daquele nome.

Por exemplo, se antes de se adotar um nome, fizer o estudo numerológico dele, você poderá pesquisar e adotar o nome que carrega a força de determinado número que necessita ou quer.



 Agora, se não quiser ter muito trabalho com cálculos, você pode adotar um nome de uma Deidade a qual você admira. Desta forma, você poderá receber algumas das características da Deidade.


 Escolhida, atente-se para o fato, de que, se o método da numerologia você teria o trabalho de fazer cálculos, neste último você terá que pesquisar a fundo tal Deidade para evitar excesso ou possível falta de algo. 


Ou ainda, adotar um simples nome que indica diretamente a característica que quer. E por último, poderá criar um nome sem se ater com os aspectos numerológicos, característicos de determinada Deidade. Neste caso, você poderá fazer, através de suas próprias atitudes com que ele se torne um nome de poder.

É importante ter em mente que além do nome escolhido trazer as características que você deseja, você e ele devem estar em harmonização perfeita. Não se batize perante os Deuses com um nome pelo simples fato de ter sido usado por um grande Deus.



 Sinta se ele realmente combina com você. Este nome ficará “anotado” para sempre.

Outra coisa importante, o nome é um caminho para você ficar mais íntimo com a Deusa e com o Deus. Sem dúvida, escolher o próprio nome mágico é uma tarefa difícil, porém excitante. E nunca se esqueça…as palavras trazem consigo PODER…o nome é uma palavra e portanto, você carregará este poder para sempre.

Depois de ter encontrado seu nome mágico, você deve fazer um ritual (preferencialmente escrito por você) para se apresentar perante os Deuses (Deusa e Deus). Neste ritual, você deverá queimar um bom incenso, velas claras e uma música suave ou até mesmo dançante. Celebre este ritual criado por você como se fosse uma festa, o que o é, visto que você está nascendo dentro da casa da Deusa e do Deus. A partir do momento em que você gritar para Eles e para os quatro ventos o seu nome, você nasce para uma nova vida.

Após se apresentar para a Deusa e para o Deus, dê graças a Eles e peça que eles te reconheçam pelo nome dado. Após o pedido, pare em silêncio e faça uma viagem interior. Deixe sua imaginação levar o ritual. Se quiser lhe dê um presente. Terminado seu ritual, se desejar, faça uma reunião com seus amigos para comemorar seu nascimento.

Quando nascemos é nos dado um nome. Durante nossa infância e adolescência muitas vezes somos apelidados por nossos amigos.



 Quando começamos a namorar ou quando casamos somos apelidados por nosso cônjuge e ainda, quando casamos muitas vezes mudamos de nome colocando ou tirando nossos sobrenomes, aí quando há um divorcio no meio do caminho, mudamos tudo novamente, voltando a acrescentar ou retirando o nome de nosso cônjuge. 


Quando decidimos nos tornar pagãos…mais um nome. E se não bastasse este monte de nomes que recebemos, trocamos, tiramos ou colocamos, passamos a nomear nossos instrumentos, nosso covens e por aí vai.

Algumas pessoas explicam que estes montes de nomes não são por acaso. Indicam nossa evolução durante nossa vida. Outros ainda afirmam que os nomes representam nosso desenvolvimento durante o tempo de nosso aprendizado nesta vida.

Se são verdadeiras tais afirmações, não sei, porém uma coisa é certa, se nosso nome é exaustivamente pensado para ser escolhido, torna-se uma ferramenta importante para acelerar nossa evolução espiritual e a compreensão de nós mesmos.



 Quando fixamos nossos pés no caminho espiritual, a partir desse momento começamos a mudar. Trilhar por este novo caminho envolve uma série enorme e transformações físicas, psíquicas e espirituais. E o nosso nome influi neste processo. É o nosso nome que, também, serve de ferramenta mágica para nos fazer viajar em nossos caminhos individuais.

Um simples nome pode ser símbolo de pura inspiração ou pode ser a causa de nossas vitórias ou fracassos. Este mesmo nome simples, pode nos associar com poderes elementares e nos presentear com muita energia em nossas vidas, mas também pode servir de chave para uma completa desolação.

Eles podem enfatizar onde nós vamos, o que somos e o que esperamos ser. Pode fazer nos sentir fracos, poderosos, sábios, inocentes ou arrogante. Não existem limites ao que um simples nome pode trazer a nossa vida.



Você pode procurar por seu nome ideal também através da projeção astral, da meditação e outros métodos. Para facilitar esse processo, o indicado é que se tranque a sete chaves em um aposento ou local tranqüilo e tenha a certeza que não será incomodado, seja por telefone, visitas inesperadas, etc. Pense: “Eu estou procurando o nome que completa, que me renove. Quero o nome que me dê sabedoria, paz…aquele que me eleve perante os Deuses. Aquele que traga a transformação que necessito (ou crie sua própria frase).

Em estado meditativo, visualize a importância de ter um nome que se enquadra dentro do que você procura. Fique aberto para ser levado para qualquer ponto do passado, para rituais, para ser surpreendido por qualquer fato. Preste atenção para escutar coisas que podem ser sussurradas para você. Não desanime se não conseguir seu nome nesta primeira tentativa. Tudo tem seu tempo certo para acontecer.

Na mesma noite em que saiu a procura de seu nome seguindo as dicas acima, preste atenção em seus sonhos. Na verdade, é bem provável que você só encontre o seu nome depois de um tempinho. Às vezes você pode pensar em um nome de repente e se identificar totalmente com ele! Varia bastante de pessoa para pessoa, mas o ideal é você estar sempre pensando nisso, se for realmente importante para você.

É necessário adotar um nome mágico?
Não, não é necssário ou obrigatório, mas muitas bruxas (e bruxos) adotam esta prática para simbolizar a mudança de suas vidas para um novo caminho.

Qual a diferença do nome mágico para o nome pagão?
O nome mágico é aquele nome que você ganha no momento da sua iniciação (ou dedicação), dado pela sacerdotisa ou pelo sacerdote do coven que você foi iniciado. Bruxos solitários escolhem seus próprios nomes.

Este nome serve para a sua comunicação com os deuses e os elementos naturais de forma geral. É a sua identidade no mundo mágico. O seu nome civil foi dado pela sua mãe quando você nasceu, e por isso ele é tão especial. Porém, o nome mágico lhe será dado para simbolizar um novo nascimento – o seu nascimento como bruxa ou bruxo.

O nome pagão é um nome que você pode escolher para você para ser usado em encontros de bruxas, listas de discussão pela internet etc. É o nome pelo qual você deseja se tornar conhecido. O nome mágico, porém, deve ser secreto aos outros; apenas você deve usá-lo para a comunicação com as divindades.

É obrigatório ter um nome pagão?
Não. Muita gente não usa, mas nós particularmente achamos interessante, pois você mostra que uma mudança ocorreu em sua vida quando você começou a estudar a bruxaria e, por isso, um novo nome (mais adequado) foi escolhido.

MULHERES CURADORAS

                                               
                         MULHERES CURADORAS

Erveiras, raizeiras, benzedeiras, mulheres sábias que por muito tempo andaram sumidas, ou até mesmo escondidas. 


Hoje retornam com um diploma de pós-graduação nas mãos e um sorriso maroto nos lábios. Seu saber mudou de nome. 

Chamam de terapia alternativa, medicina vibracional, fitoterapia, práticas complementares...são reconhecidas e respeitadas, tem seus consultórios e fazem palestras.

As mulheres curadoras fazem parte de um antigo arquétipo da humanidade. 

Em todas as lendas e mitos, quando há alguém doente ou com dores, sempre aparece uma mulher idosa para oferecer um chazinho, fazer uma compressa, dar um conselho sábio. 

Na verdade, a mulher idosa é um arquétipo da ‘curadora’, também chamada nos mitos de Grande Mãe.

Não tem nada a ver com a idade cronológica, porque esse é um arquétipo comum a todas as mulheres que sentem o chamado para a criatividade, que se interessam por novos conhecimentos e estão sempre a procura de mais crescimento interno. 

Sua sabedoria é saber que somos “obras em andamento’, apesar do cansaço, dos tombos, das perdas que sofremos... a alma dessas mulheres é mais velha que o tempo, e seu espírito é eternamente jovem.

Talvez seja por isso que, como disse Clarissa Pinkola, toda mulher parece com uma árvore. Nas camadas mais profundas de sua alma ela abriga raízes vitais que puxam a energia das profundezas para cima, para nutrir suas folhas, flores e frutos. 

Ninguém compreende de onde uma mulher retira tanta força, tanta esperança, tanta vida. Mesmo quando são cortadas, tolhidas, retalhadas, de suas raízes ainda nascem brotos que vão trazer tudo de volta à vida outra vez.

Por isso entendem as mulheres de plantas que curam, dos ciclos da lua, das estações que vão e vem ao longo da roda do sol pelo céu. 

Elas tem um pacto com essa fonte sábia e misteriosa que é a natureza,. Prova disso é que sempre se encontra mulheres nos bancos das salas de aula, prontas para aprender, para recomeçar, para ampliar sua visão interior. Elas não param de voltar a crescer...

Nunca escrevem tratados sobre o que sabem, mas como sabem coisas! Hoje os cientistas descobrem o que nossas avós já diziam: as plantas têm consciência! 

Elas são capazes de entender e corresponder ao ambiente à sua volta. Converse com o “dente-de-leão” para ver... comunique-se com as plantas de seu jardim, com seus vasos, com suas ervas e raízes, o segredo é sempre o amor.

Minha mãe dizia que as árvores são passagens para os mundos místicos, e que suas raízes são como antenas que dão acesso aos mundos subterrâneos. 

Por isso ela mantinha em nossa casa algumas árvores que tinham tratamento especial.

 Uma delas era chamada de “árvore protetora da família”, e era vista como fonte de cura, de força e energia. Qualquer problema, corríamos para abraçá-la e pedir proteção.

O arquétipo de ‘curadora’ faz parte da essência do feminino, mesmo que seja vivenciado por um homem. Isso está aquém dos rótulos e definições de gênero.

Faz parte de conhecimentos ancestrais que foram conservados em nosso inconsciente coletivo. Perdemos a capacidade de olhar o mundo com encantamento, mas podemos reaprender isso prestando atenção nas lendas e nos mitos que ainda falam de realidades invisíveis que nos rodeiam. Um exemplo? 

Procure saber mais sobre os seres elementais que povoam os nossos jardins e as fontes de águas... fadas, gnomos, elfos, sílfides, ondinas, salamandras...

As “curadoras’ afirmam que podemos atrair seres encantados para nossos jardins! Como? Plantando flores e plantas que atraiam abelhas e borboletas, gaiolas abertas para passarinhos e bebedouros para beija-flores. 

Algumas plantas ‘convidam’ lindas borboletas para seu jardim, como milefólio, lavanda, hortelã silvestre, alecrim, tomilho, verbena, petúnia e outras.

 Deixe em seu jardim uma área levemente selvagem, sem grama, os seres elementais gostam disso. Convide fadas e elfos para viverem lá. Lembre-se: onde você colocar sua percepção e sua consciência, a energia vai atrás.

Mani Alvarez

terça-feira, 29 de maio de 2012

Os espelhos mágicos




Os espelhos mágicos são instrumentos utilizados pelos videntes e magos para obtenção de informações através da evocação de um espírito, que responderá o que lhe for questionado, ou para visões de vidas passadas entre outras.

Qualquer pergunta pode ser feita a um espelho mágico. 


Contudo, nem todas serão respondidas ou serão respondidas claramente.

 As respostas vêm em forma de imagens, linguagem simbólica e metafísica. 

Isso se dá devido à comunicação com o mundo espiritual; a linguagem utilizada nessa esfera ser diferenciada do nosso linguajar vulgar.


 Como também, ser muitas vezes impossível “dissertar” sobre assuntos espirituais quando o nosso vocabulário não é capaz de descrever, comentar, explicar determinado assunto. 

Daí as respostas virem de forma simbólica. Linguajar extremamente usado nas escolas de mistérios.

Pode-se utilizar o espelho para realizar qualquer pergunta menos para assuntos que nos leve a prática do mal.

Os espelhos mágicos não servem somente para ver-se as vidas passadas ou para instruções espirituais caritativas, as perguntas sobre o dia-a-dia também podem ser feitas. 

Todavia, nunca se deve utilizá-los para usos maléficos.

Tipos de espelhos mágicos.

Nem sempre os espelhos mágicos são realmente espelhos.


 Outros objetos que podem levar a denominação de espelhos mágicos existem.
Espelhos de Saturno. 


São os de cor preta. Melhor ser utilizado por homens do que mulheres. 

Tornam visíveis os espíritos menos desenvolvidos, inferiores, maus e objetos físicos.

Espelhos da Lua. Copos de cristal com água. Melhor utilizado pelas mulheres.


Espelhos do Sol. As esferas de cristal ou lami.


segunda-feira, 28 de maio de 2012

Numerologia para o nome mágico ou pagão

                              Nome Mágico  ou Nome Pagão 

Todas nós bruxas(os) possuímos um nome mágico na arte. Esse nome é secreto e só você e os membros do coven ( se você estiver em um) devem saber. 


Mas você pode escolher um outro nome para se relacionar com outros pagãos, isso sem revelar seu nome secreto.

 Existem vários métodos de escolher o nome mágico, um dos mais comuns é escolher o nome de alguma deidade pagã, ou o nome de algum animal totem, pedras, etc. 

Um outro método é abrir um livro de mitologia, (o que você mais se identificar) da tradição que você preferir; celta, grega, entre outras, se você for eclético pode pegar um livro que contenha o nome de várias divindades de diversos panteões.

 Use o pêndulo, repare em que nomes ele reage, então, dentre eles escolha o nome que mais cabe a você.

Você também pode escolher alguns nomes e escrever num pedaço de papel, coloque debaixo do travesseiro antes de dormir e no outro dia você saberá qual será seu nome mágico.
Você também pode escolher o nome pela numerologia:

Some todos os números relativos ao seu aniversário:

Exemplo:

14/06/1959

1 + 4 + 0 + 6 + 1 + 9 + 5 + 9 = 35

Agora separe e some os dois números:


3 + 5 = 8

O número é 8

O seu nome mágico deve ter o mesmo número que o seu número natalício.

Tabela das Letras na Numerologia

1
2
3
4
5
6
7
8
9
A
B
C
D
E
F
G
H
I
J
K
L
M
N
O
P
Q
R
S
T
U
V
W
X
Y
Z


Para calcular o valor do nome desejado, você soma o valor de cada letra do nome.

Exemplo:
Magus = 4 + 1 + 7 + 3 + 1 = 16
Agora soma -se os dois números do resultado: 1 + 6 = 7



sábado, 26 de maio de 2012

Mandamentos das mulheres celtas


                                   Mandamentos das mulheres celtas 

As mulheres de origem celta eram criadas tão livremente como os homens. A elas era dado o direito de escolherem seus parceiros e nunca poderiam ser forçadas a uma relação que não queriam.

Eram ensinadas a trabalhar para que pudessem garantir seu sustento, bem como eram excelentes amantes, donas de casa e mães. 

Assim aprendiam:"Ama teu homem e o segue, mas somente se ambos representarem um para o outro o que a Deusa Mãe ensinou: amor, companheirismo e amizade. Jamais permita que algum homem a escravize. 


Você nasceu livre para amar, e não para ser escrava.

Jamais permita que o seu coração sofra em nome do amor. Amar é um ato de felicidade, por que sofrer?


Jamais permita que seus olhos derramem lágrimas por alguém que nunca fará você sorrir.

Jamais permita que o uso de seu próprio corpo seja cerceado. Saiba que o corpo é a moradia do espírito, por que mantê-lo aprisionado?



Jamais permita que o seu nome seja pronunciado em vão por um homem cujo nome você sequer sabe.

Jamais permita que o seu tempo seja desperdiçado com alguém que nunca terá tempo para você.

Jamais permita ouvir gritos em seus ouvidos. O Amor é o único que pode falar mais alto.

Jamais permita que paixões desenfreadas transformem você de um mundo real para outro que nunca existiu.

Jamais permita que outros sonhos se misturem aos seus, fazendo-os virar um grande pesadelo. 

Jamais acredite que alguém possa voltar quando nunca esteve presente.

Jamais permita que seu útero gere um filho que nunca terá um pai.

Jamais permita viver na dependência de um homem como se você tivesse nascido inválida.

Jamais se ponha linda e maravilhosa a fim de esperar por um homem que não tenha olhos para admirá-la.

Jamais permita que seus pés caminhem em direção a um homem que só vive fugindo de você.

Jamais permita que a dor, a tristeza, a solidão, o ódio,  , o ciúme, o remorso e tudo aquilo que possa tirar o brilho dos seus olhos a dominem, fazendo arrefecer a força que existe em você.

E, sobretudo, jamais permita que você mesma perca a dignidade ser mulher.

A sexualidade das mulheres celtas


A beleza das mulheres celtas foi decantada pelos autores clássicos.
Seu ar imponente, suas vestes e adereços deveriam fazer delas uma visão sem dúvida formidável aos olhos de gregos e romanos.


Orgulhosas, elas usavam jóias em ouro, contas e pedras preciosas, e a igualdade de direitos lhes dava ainda mais força. 

A sexualidade não era algo de que os celtas se envergonhassem, pelo contrário: nas palavras de Diodorus Siculus, "elas geralmente cedem sua virgindade a outros e isto não é visto como uma desgraça: pelo contrário, elas se sentem ofendidas quando seus favores são recusados". 

Jean Markale em seu livro La Femme Celte. Mythe et Sociologie nos explica que a sexualidade – principalmente a feminina -, era tratada com naturalidade, pois ela é inerente a natureza humana e não podia ser reprimida o que infelizmente, a partir do século V com a chegada do bispo Patrício e do cristianismo passou a receber a conotação pecaminosa, conceito imposto pelo cristianismo. 

Numa sociedade onde a mulher é senhora de seu próprio corpo – ela percebe em si os ciclos da natureza, ela dá à luz homens e mulheres e, sabe que o seu corpo é a fonte de seu prazer como a de seu companheiro. 

Há um grau de liberdade muito grande entre os celtas, já que a mulher pode dispor de seus bens, pode divorciar-se e pode ou não aceitar as concubinas do marido, podendo ela também – 
dependendo de sua riqueza e posição social manter amantes.

Na sociedade Celta, são atribuídas à mulher três funções: ela é a Transformadora, a Iniciadora e a Finalizadora. 

É pela liberdade de poder vivenciar a sua sexualidade que ela pode:
Transformar: a vida, dando à luz e dando prazer a si e ao seu companheiro; 

Iniciar: nas artes divinatórias, nas práticas sexuais e por fim ser a
Finalizadora: a que faz chegar ao prazer e a que conduz ao outro mundo.

A consciência do próprio corpo – o conhecimento profundo de cada parte, de cada ciclo, de cada ponto onde se pode obter prazer – era comum entre as mulheres celtas que quando sentiam desejo por um homem, lhe ofereciam prazerosamente, a "amizade de suas coxas".

Mas toda essa liberdade para amarem e viverem em plenitude a sua sexualidade advém de uma consciência e uma responsabilidade para consigo e para com os outros membros de sua comunidade,o que contrasta com a repressão vivida pelas mulheres ocidentais hoje. 

A circularidade e visibilidade da mulher na sociedade celta eram naturais o que provavelmente chocou os cristãos que trataram de impor os seus conceitos: virgindade indispensável e repressão dos desejos e instintos sexuais femininos. 

Toda essa vivência é definida por Markale que resume e define a mulher celta e a sua sexualidade desta forma: 

"Se a mulher ocidental moderna não é livre, Isolda, Grainné e Deirdré eram mulheres livres. A mulher celta era livre porque agia com plena consciência de suas responsabilidades. E sendo livres eram capazes de amar, pois o amor era um sentimento que escapava a todas as contrariedades e a todas as leis surgidas da razão, sendo livres podiam amar."

Estas eram razões mais que suficientes (entre outras...)para o catolicismo não aceitar a religião celta, pois sendo uma religião descendente do tronco Judaico colocava a mulher como algo inferior, responsabilizando-a pela queda do homem, pela perda do paraíso. Na realidade o lado esotérico da religião hebraica baniu o elemento feminino já desde a própria Trindade. Todas as Trindades das religiões antigas continham um lado feminino, à excepção da hebraica.

A Igreja Católica, derivada do hebraísmo ortodoxo, também mostrou ser uma religião essencialmente machista e como tal lhe era intolerável a admissão de uma Deusa Mãe, mesmo que esta simbolizasse a própria natureza, tanto que para Igreja Católica, “seu” Deus é uma figura masculina.

Mesmo que o Catolicismo assumisse uma posição machista isto não foi ensinado e nem praticado por Jesus. Ele na realidade valorizou bem a mulher e, por sinal, existe um belíssimo evangelho apócrifo denominado "O Evangelho da Mulher". Também nos primeiros séculos do Cristianismo a participação feminina era bem intensa. 

Entre os principais livros do Gnosticismo dos primeiros séculos, conforme consta nos achados arqueológicos da Biblioteca de Nag Hammadi consta o Evangelho de Maria Madalena mostrando que os evangelistas não foram apenas pessoas do sexo masculino.

Sabe-se que o papel de subalternidade do lado feminino dentro do Cristianismo foi oficializado a partir do I Concilio de Nicéia no ano 325. Aquele concílio, entre outras intenções visou o banimento da mulher dos actos litúrgicos da igreja. Ela só podia participar numa condição de subserviência.

Na sociedade celta existiam as sacerdotisas que exerciam um papel mais relevante que a dos sacerdotes e magos. Naturalmente os celtas eram muito apegados à fertilidade, ao crescimento da família e ao aumento da produção dos animais domésticos e dos campos de produção e isto estava ligado directamente ao lado feminino da natureza.

Também a mulher é mais sensitiva do que o homem no que diz respeito às manifestações do sobrenatural, do lado sagrado da vida, portanto é obvio que elas canalizassem mais facilmente a energia nos cerimoniais, que fossem melhores intermediárias nas cerimónias sagradas. 

Sabemos que foi através da Mulher que os povos Celtas se organizaram. Algumas mulheres, sentindo em si mesmas o Espírito dos seus Ancestrais e dos Deuses divulgaram essa Mensagem tornando-se Voluspas. 

Leitora do Oráculo e seu eco místico, a Mulher tornou-se legisladora e, com isso, poderosa: a voz da Voluspa era a voz Divina que vinha do ventre da Terra e ecoava por todo o sistema cósmico.

domingo, 15 de abril de 2012

Ritual de adoração e invocação à Grande Deusa




                  Ritual de adoração e invocação à grande Deusa

O Ritual da Lua Cheia é um forte, que nos coloca em sintonia com a Grande Mãe. Você vai precisar:

- duas velas brancas
- um sino
- vinho
- Uma Taça

Trace o Círculo Mágico. De frente ao seu altar diga:

“ESTA É A ÉPOCA DA LUA CHEIA, UM MOMENTO DE GRANDE PODER POSITIVO, UM MOMENTO DE FELICIDADE E CONQUISTA. SOU EU, SEU FILHO, QUE EM AMOR E ADORAÇÃO, ESTOU DIANTE DE TI E COMO SEU FILHO TI PEÇO QUE ESTEJA COMIGO AGORA E SEMPRE PERMITA-ME SENTIR SUA PRESENÇA, NESTA NOITE DE MAGIA E PODER, ME INVADINDO E ME PREENCHENDO. "

Vá ao leste com o sino. toque-o uma vez e diga:

“PODERES DO AR, AUXILIEM-ME A SENTIR A FORÇA DA SENHORA DENTRO DE MINHA MENTE. "

Vá ao sul. toque-o sino e diga

"PODERES DO FOGO, DEIXE-ME SENTIR A FORÇA DA SENHORA DENTRO DE MEU ESPÍRITO INFINITO. "

Vá ao oeste. toque o sino e diga:

"PODERES DA ÁGUA, DEIXE-ME SENTIR A FORÇA DA SENHORA DENTRO DE MEUS SENTIMENTOS, DE MINHAS EMOÇÕES, DE MINHAS RAZÕES. "

Vá ao norte. Toque o sino e diga:

"PODERES DA TERRA, DEIXE-ME SENTIR A FORÇA DA SENHORA EM MEU CORPO. "

Quando você se sentir pronto, volte-se para o norte, levante os braços para o alto acima da cabeça e diga com força:

"GRANDE MÃE! SENHORA DA LUA E DA LUZ, SEHORA DOS MISTÉRIOS E DA MAGIA, TU, QUE ILUMINAS A TERRA COM TUA INFINITA LUZ TU, E SOMENTE TU, ÉS O COMEÇO O MEIO E O FIM, ABRIGA-ME AGORA EM TEU VENTRE VENHA ATÉ MIM E PREENCHA-ME COM SUA PRESENÇA.”

Após ter dito isto, sente-se no meio do círculo, feche os olhos e concentre-se, centre-se e visualize a Grande Mãe vindo até você. Sinta a presença dela, a ponto de senti-la respirar cada vez mais próximo de você Quando conseguir sentir a respiração dela próximo de você, então você estará pronto para confidenciar-lhe seus desejos, seus medos e tudo aquilo que quiser desabafar. Quando terminar, diga:

"A TI, E SOMENTE A TI, DOU TODA HONRA E TODO MEU AMOR. DEUSA DA VIDA, DA LUZ E DO AMOR A TI DEUSA DE TODOS OS DEUSES... Erga a taça com o vinho e diga: “BRINDO A ALEGRIA DE SER SEU FILHO! "

Desfaça o Círculo Mágico.